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Empate do Leicester na Raça

Falam que o árbitro faz um bom trabalho quando não aparece dentro da história do jogo. Apenas serve de mediador e faz valer as regras do jogo. Decididamente, não foi o caso de Jonathan Moss no empate por 2 a 2 entre Leicester e West Ham. O apitador influenciou bastante na partida, com decisões muito atrapalhadas, incluindo o pênalti no último minuto que valeu um ponto que já parecia perdido ao líder do campeonato.

Houve duas partidas no estádio King Power, uma antes e outra depois da expulsão de Jamie Vardy, aos 11 minutos do segundo tempo. Até esse lance, o Leicester estava mais ou menos no controle, dentro do que os seus recursos permitem. Havia suportado a pressão inicial do West Ham, com direito a uma cabeçada de Kouyaté muito bem defendida por Schmeichel, na qual a bola ainda bateu nas duas traves antes de ser afastada.

Huth havia levado perigo a Adrián, com uma bela cabeçada, mas o gol saiu em mais um contra-ataque de manual. Mahrez deixou com Kanté, que arrancou e abriu na esquerda para Vardy. O atacante dominou e soltou o míssil de perna esquerda para abrir o placar.

Depois do intervalo, veio o primeiro lance crucial. Vardy entrou na área lado a lado com Ogbonna. Houve um contato, o atacante inglês caiu no chão pedindo pênalti e Moss viu simulação. Deu o segundo cartão amarelo e expulsou o autor do único gol da partida até então. Parece claro que não houve a infração. A questão é se Vardy realmente se jogou querendo enganar o apitador ou foi uma queda normal de jogo.

O que naturalmente evoluiria para uma pressão do West Ham, porque é assim que a máquina de vitórias do Leicester nesta temporada funciona – com muito sofrimento -, intensificou-se com o time da casa em inferioridade numérica. A equipe londrina, porém, abafou mais do que criou, e Schmeichel não precisou trabalhar tanto quanto poderia. Até que Moss viu falta de Morgan em Reid, em um agarra-agarra dentro da área que resultaria em muitos outros pênaltis se fosse sempre advertido da mesma forma. Carroll cobrou bem e empatou.

O West Ham virou dois minutos depois em uma bela jogada de Antonio pela ponta direita. A bola atravessou o campo e caiu para Cresswell, no outro lado do campo, e o lateral esquerdo acertou um chutaço no ângulo de Schmeichel para fazer 2 a 1 a favor dos londrinos.

O Leicester foi para a pressão total nos últimos minutos, e Huth foi agarrado por Ogbonna dentro da área, em um lance muito parecido ao que motivou o primeiro gol do West Ham. Desta vez, Moss ignorou. Em uma cobrança de lateral, já nos acréscimos, Carroll cometeu falta em Schlupp na margem da grande área. Desta vez, Moss não ignorou, em uma decisão que denota um tremendo peso na consciência. Ulloa cobrou com muita frieza e empatou.

Pode-se concordar ou não com as decisões de Moss, mas, no geral, a arbitragem foi bastante atrapalhada, sem uniformidade de critérios e interferindo bastante na partida. Na repercussão do jogo, quem reclama mais do apito é o West Ham. Carroll alega que Schlupp já estava caindo quando encostou nele e afirma que o juiz marcou pênalti para compensar.

Bilic concorda com seu atacante, mas pondera que foi um jogo bastante difícil para Moss, com a torcida inteira pressionando cada decisão e ainda diz que o Leicester tem um pouco de razão em reclamar do pênalti de Morgam em cima de Reid. “Eles dizem: ‘Por que um pênalti?’. Eles têm feito isso ano inteiro. Dentro da área, fora da área, em bolas lançadas, em cobranças de falta. Eles jogam esse tipo de futebol e muitas vezes isso passa batido”, declarou à Sky Sports.

E Ranieri não quis tocar no assunto. “O árbitro não me importa, ele não é meu jogador. Nosso desempenho foi fantástico. Essa é nossa alma. Jogamos cada partida com sangue, coração e alma. Foi magnífico. Esse ponto é muito importante psicologicamente”, conclui.

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