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CR7 mostrou que poder levar Real nas Costas

“Se todos estivessem no meu nível, estaríamos em primeiro. Todos os anos, segundo a imprensa, parece que estou na m…, mas os números e estatísticas enganam.”

Cristiano Ronaldo deixou o campo derrotado pelo Atlético de Madri em pleno Santiago Bernabéu, em 27 de fevereiro, irritado, autoconfiante e com razão, por mais arrogante que tenha sido seu discurso.

O revés e a fala do português gerou uma instabilidade no time. Na entrevista coletiva, Zinedine Zidane jogou a toalha quanto à disputa pelo título do Campeonato Espanhol. Os problemas no Real Madrid costumam se potencializar de forma instantânea e têm grande alcance.

O cenário era todo desfavorável no caminho para o final da temporada. Porém, aí surgiria a verdade de Cristiano Ronaldo. Verdade que é melhor representada pelo que faz em campo do que por suas palavras.

No jogo seguinte, um gol e uma assistência na vitória sobre o Levante por 3 a 1. Na sequência, 7 a 1 sobre o Celta, e Ronaldo chegou a quatro tentos na mesma partida pela terceira vez na temporada – havia feito quatro no 8 a 0 sobre o Malmo e cinco no 6 a 0 sobre o Espanyol.

Os jogos decisivos chegaram, e o camisa 7 não baixou a guarda. Foi dele o gol da vitória do Real Madrid por 2 a 1 sobre o Barcelona, em pleno Camp Nou, aos 40 minutos da etapa final, quando os visitantes tinham um jogador a menos.

A vitória representou a mudança no destino dos merengues na campanha. Apesar da surpreendente derrota ida das quartas de final da Uefa Champions League para o Wolfsburg para 2 a 0, Ronaldo estava lá para concertar. Três gols do português e 3 a 0 no placar na volta.

O Real Madrid engrenou e, depois de ter jogado a toalha, acabou tendo chance de título até a última rodada. O astro do time não jogou a toalha, manteve o nível e fechou a liga nacional com quatro gols nos últimos dois jogos. Pela sexta temporada seguida, foram mais de 50 gols marcados – em 2015-16, foram 51 bolas nas redes em 47 partidas. Nenhum jogador na história havia conseguido tal feito até então.

Vice-artilheiro do Espanhol com 35 gols, cinco a menos do que Luis Suárez, o português manteve a hegemonia na Champions, sendo o goleador da competição pela quinta vez na carreira, a quarta consecutiva. De quebra, ficou a um gol do recorde de maior quantidade de tentos em uma mesma edição do torneio. Mas não tem problema! Afinal de contas, a marca histórica é dele mesmo, com 17 bolas nas redes em 2013-14.

E o ‘gol do recorde’ não fez falta para transformar Ronaldo mais uma vez em herói. Na final, ele não marcou no empate por 1 a 1 com o Atlético de Madri, mas cumpriu uma ‘profecia’ dele mesmo e assumiu a responsabilidade de cobrar a última cobrança do Real. “Tive uma visão. Vi que ia marcar o pênalti da vitória e por isso pedi a Zidane que me colocasse como o quinto”, disse.

E, desta vez, a disparidade foi tão grande que fez com que Ronaldo terminasse com seis gols a mais que o vice-artilheiro, Robert Lewandowski, do Bayern de Munique – o polonês anotou nove gols.

Tamanho desempenho fez Ronaldo disparar no duelo que tem travado nos últimos anos pelo posto de maior goleador da história da competição europeia. São 93 para o português contra 83 do argentino.

Messi ficou para trás, todos ficaram. Mais uma vez protagonista, Cristiano Ronaldo liderou um time em crise e que teve demissão de técnico no meio de temporada até o título da Champions League, a terceira na carreira dele.

“Estou muito feliz por ganhar a minha terceira Champions (uma pelo Manchester United e duas pelo Real Madrid). É muito especial, a torcida esteve conosco e este momento é mágico”, disse o craque, forte candidato à Bola de Ouro da Fifa, vencida por ele em três oportunidades anteriores.

“Isso – a quarta Bola de Ouro – virá de maneira natural, não é uma obsessão, mas esta é a sétima temporada com mais de 50 gols marcados.”

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