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Vamos engolir Neymar

Podemos comemorar o ouro olímpico a vontade, nada contra, mas também não é pra tudo isso.

Tecnicamente foi o pior campeonato de futebol em uma Olimpíada nos últimos anos. O Brasil se preparou para tirar o pé da lama de uma vez por todas e, surpreendentemente, teve dificuldades, mas conseguiu. Para as outras seleções era só mais uma medalha. Para nós, que vendemos o futebol como o objeto mais desejado, era tudo. A promoção foi perfeita e comoveu o Brasil. O COI sorriu. Enfim, o tão sonhado ouro.

Agora apenas as marcas irão dar continuidade ao futebol nas olimpíadas. Seria necessária uma mudança drástica nas datas de jogos para que o futebol fosse bem considerado nas olimpíadas. Como para o Basquete a NBA é muito mais importante. Pudemos perceber as olimpíadas com jogadores de pouca expressão. É claro que a Copa do Mundo é o topo no futebol, com os campeonatos continentais sendo uma prévia disso e tendo sempre os melhores craques em campo, tirando da lista de jogadores dos jogos olímpicos craques como Messi, Cristiano Ronaldo e até jogadores jovens que deveriam estar participando mas optaram pela seleção principal, como Renato Sanches de Portugal que tem apenas 18 anos.

Até 2004 ou 2008 era competitivo e charmoso jogar futebol na Olimpíada. Hoje é que nem o Campeonato Carioca. Vive da reputação criada muitos anos atrás, tenta exalar charme, mas é decadente. Para se respaldar precisa dos melhores como no Atletismo, Vôlei e Natação. Coisa que já não aconteceu em 2012 quando fomos finalistas e que se agravou agora.

É claro que engoliremos o Neymar, mas é muito melhor torcer por atletas menos consagrados do esporte nas olimpíadas do que para a seleção brasileira.

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