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A briga de opiniões sobre Guardiola

O universo do futebol é completamente opinativo, são raras as certezas absolutas e indiscutíveis. Todo craque tem questionamentos, todo grande esquadrão recebe inúmeras críticas, enfim, ninguém está livre de julgamento, nem mesmo  Pep Guardiola. Depois de revolucionar o futebol e vencer tudo que podia pelo Barcelona, o espanhol foi tido por muitos como o melhor técnico de seu tempo e um dos maiores de toda a história. Obviamente, muita gente se opôs a isso e batia na tecla de que novos desafios eram necessários, afinal, o Barcelona era um timaço, desses que possibilita ignorantes comentários como o já batido “com esse elenco até eu ganhava tudo”.

O treinador foi então para a Alemanha. Antes mesmo de estrear, as críticas já o acompanhavam. “Outro time muito melhor que os de seu país, fácil ser hegemônico assim”. Isso por que o clube alemão, atual campeão europeu naquele momento, dominava o futebol nacional e figurava sempre as finas da UEFA Champions League. Se muitos, então, apostavam na continuidade do excelente trabalho deixado por Jupp Heynckes, se enganaram. Guardiola não teve medo de impor suas ideias e, de novo, revolucionou o futebol de uma equipe. Foram sete títulos em três temporadas, vencendo todos as Bundesligas que disputou. Porém, a falta do título europeu dava margem para mais críticas surgirem. Aqueles que o julgavam na época de Barcelona, enchiam a boca para argumentar muito rasamente de que o espanhol talvez não fosse “tudo isso”.

Nos tempos de Alemanha, faltou a Champions para Pep. Margem para argumentos negativos contra o treinador.
Nos tempos de Alemanha, faltou a Champions para Pep. Margem para argumentos negativos contra o treinador.

Sem covardia, Pep mais uma vez aceitava um enorme desafio. Dessa vez maior que os dois últimos: o Manchester City. Apesar dos rios de dinheiro do clube inglês, os citizens não tem a hegemonia nacional de seus dois últimos clubes. Além do mais, a Premier League é, para muitos, a liga mais difícil do mundo, e se alguém tem de se provar, a terra da rainha é o lugar. Existem muitas controvérsias para essa afirmação, mas vamos partir do ponto de que ela é, pelo menos aparentemente, a opinião de grande maioria dos que o criticam. Esse é o seu maior teste.

No entanto, se tem uma grande parcela que exalta a dificuldade, equilibro e qualidade do campeonato inglês, existe também um número considerável de pessoas que vão contra isso. Argumentam de várias maneiras que a liga é superestimada e afirmam até que o nivelamento é por baixo. Chegamos aqui ao ponto principal do texto: ter Pep na

Premier League virou uma guerra

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Uma vitória e pronto: a melhor liga do mundo venceu o duelo contra Pep…

Num lado, os defensores do treinador e críticos da liga esperam cada boa exibição doscitizens para exaltar o espanhol e diminuir a competição. “Viu só, o melhor técnico do mundo provando que é uma liga como qualquer outra”. “Azar dos que duvidaram, Pep vai sobrar nessa liga nivelada por baixo”. Do outro, os fãs da Premier League aguardam um tropeço para exaltar o campeonato e desvalorizar o trabalho do técnico. “Olha aí, aqui não é Bundesliga e Espanholzão não”. “Viu só, Guardiola nem é tudo isso, só tinha treinado em ligas fáceis”.

Um duelo ridículo, cansativo e desnecessário. Para quem analisa de fato o futebol, deixando preferências pessoais de lado, não tem como questionar Pep Guardiola. O espanhol é sim um dos maiores da história, e não precisa provar isso a cada rodada. É claro que o City não vai ser imbatível, mas já nesse começo, vemos que a tendência é, sim, mudar de patamar. Futebol bem jogado, jogo de posição e muita qualidade para fazer gols devem ser só algumas das características positivas do time, que com o tempo deve crescer ainda mais. Uma, duas ou três derrotas não mudam isso.

A evolução do City é visível e Pep, obviamente, tem muito mérito.
A evolução do City é visível e Pep, obviamente, tem muito mérito.

Noutro extremo, a Premier League. É claro que é um exagero sem tamanho afirmar que, para se provar, o técnico precisa obrigatoriamente enfrentar o desafio na Inglaterra. Por outro lado, diminuir a liga também não é necessário e nem faz sentido. Por ter mais dinheiro, (nove dos vinte times mais caros do mundo) é bem verdade que os times teoricamente mais fracos tenham melhores jogadores (pelo menos no papel), no entanto, é óbvio que diversos outros fatores influenciam na dificuldade da competição. A evolução tática que vem acontecendo no país é notável, e a tendência é ficar ainda mais forte. Hoje, não é absurdamente superior as demais em nada (com exceção para a questão financeira), e é só mais um trabalho para um grande treinador.

A briga de afirmações não é necessária. Ninguém precisa esperar tropeços ou vitória de Guardiola para exaltar ou denegrir o treinador e a liga em que trabalha. O momento é muito bacana, o espanhol está mesmo enfrentando o futebol inglês como um desafio e é muito legal ver a evolução e as alternativas que ele busca a cada partida. Vamos aproveitar mais e “batalhar” menos. Ninguém quer ver esse “casamento” ficar insuportável por conta de brigas completamente dispensáveis e sem sentido.

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