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Da naturalização à renúncia da nacionalidade - Futebol no Planeta

Da naturalização à renúncia da nacionalidade

Garotada do Brasil sub 23 tem feito bonito nos amistosos pré Olimpíadas de 2020, com uma geração muito talentosa e promissora.

Atualmente Tite tem talentos de sobra para suas convocações da Seleção Brasileira, não é mesmo?

Jovens promessas surgem a todo tempo e é realmente impossível encaixar todo mundo entre os 23 convocados.

Se olharmos o cenário atual do futebol brasileiro, com enfoque nos jovens jogadores, vemos dois extremos, sendo de um lado equipes que alcançaram uma estabilidade financeira e utilizam suas jovens promessas como forma de aumentarem seu caixa, e para isso lançam esses garotos aos poucos em sua equipe profissional ou emprestam para outras equipes.

E do outro lado times que vivem situações financeiras delicadas e são obrigadas a lançarem suas promessas o quanto antes, às vezes até no fogo, mas que impulsionam o talento desses meninos e despertam o interesse estrangeiro.

Além disso, tem o olhar mundial para o futebol brasileiro, ainda chamado de “País do Futebol”, o que faz com que os olheiros fiquem atentos às promessas surgidas no Brasil.

Olhos atentos aos brasileiros

Esse interesse mundial nos brasucas, faz com que muitos deles saiam muito cedo de seu país natal e vão se aventurar mundo afora.

Exemplos recentes disso são Vinícius Jr., que foi vendido pelo Flamengo ao Real Madrid aos 17 anos por 45 milhões de euros (hoje está avaliado em 70 milhões de euros), Matheus Cunha, que saiu do sub-20 do Coritiba para o Sion (SUÍ) e posteriormente vendido ao RB Leipzig (ALE) por 15 milhões de euros (valor atual de mercado) e Lyanco, que saiu do São Paulo por 750 mil euros e hoje está no Torino (ITA) (com valor de 8 milhões de euros).

Além deles, podemos citar nomes chegaram a atuar um tempo nos profissionais do time, mas que logo foram vendidos, como Douglas Luiz, que saiu do Vasco para o Manchester City por 12 milhões de euros e atualmente é jogador do Aston Villa (ING), Paulinho, que também saiu do Vasco rumo ao Bayer Leverkusen (ALE) por 18,5 milhões de euros e Renan Lodi, que saiu do Athletico-PR para o Atlético de Madrid por 20 milhões de euros.

O que todos esses jovens tem em comum é a esperança de estarem na seleção olímpica em 2020.

No entanto, nenhum deles tem vaga cativa entre os 23 convocados na Seleção Brasileira principal.

Brasil como celeiro de promessas para o estrangeiro

Atualmente a poderosa Seleção da Espanha tem convocado frequentemente três jogadores brasileiros que se naturalizaram espanhóis.

Com tantos bons jogadores que vão surgindo ao mesmo tempo, muitos são observados, mas poucos chegam a vestir a amarelinha.

E se o sonho de muitos jogadores brasileiros é vestir a camisa da Seleção canarinha, outros são mais realistas.

Tanto é que uma prática comum é a de jogadores brasileiros que atuam fora do Brasil optarem por defender as seleções dos lugares onde jogam.

Muitos deles acabam nem recebendo convites da Seleção Brasileira, enquanto outros acabam escolhendo mesmo não jogar pelo Brasil.

O caso mais emblemático foi o de Diego Costa, que chegou a ser convocado tanto pelo Brasil quanto pela Espanha, mas acabou optando pela Fúria alegando ser o lugar em que sempre foi a sua casa, apesar de nascer e crescer em Lagarto, no Sergipe.

Além dele, nomes importantes no cenário mundial também acabaram se naturalizando por outros países como: Deco e Pepe (POR), Jorginho e Emerson Palmieri (ITA), Mário Fernandes (RUS), Thiago Alcântara, Diego Costa e Rodrigo (ESP).

Como Elkeson deixou de ser brasileiro para atuar pela China

Ainda que seja um movimento completamente normal a naturalização de atletas brasileiros por diversos países do mundo, um caso em específico tem chamado a atenção dos noticiários esportivos.

Trata-se de Elkeson de Oliveira Cardoso, jogador de 30 anos do Guanghzou Evergrande (CHINA), que renunciou sua nacionalidade brasileira para se tornar chinês.

O “ex-brasileiro” Elkeson já estreou marcando gols pelo seu novo país, a China

A naturalização de Elkeson, que para se tornar chinês além de renunciar à nacionalidade brasileira, teve de mudar seu nome para Ai Kesen, é parte de um projeto da China para se fortalecer para as próximas Copas do Mundo.

E logo em sua estreia, Ai Kesen mostrou que tem faro de gol, marcando 2 gols na vitória de 5 x 0 da China para cima da Maldivas.

Ao final da partida, Elkeson (Ai Kesen) se mostrou satisfeito e aliviado:

“Posso dizer que estava bem ansioso para esse jogo. Mudei minha vida, mudei de nacionalidade, mudei de nome, fui convocado para a seleção, já fiz minha estreia e ainda tive a felicidade de fazer dois gols. Foi uma sensação bem diferente quando marquei o primeiro gol. No fim do jogo, o contato com o torcedor à beira do campo foi bem especial. Faremos de tudo para recolocar a seleção da China novamente numa Copa do Mundo. Mas o caminho ainda é longo”, afirmou Ai Kesen.

Não à toa, o jogador é o maior artilheiro estrangeiro da história do Campeonato Chinês e idolatrado por lá.

Em suas redes sociais, costuma publicar em português, com algumas frases em chinês.

Em seu Instagram oficial, Ai Kesen (Elkeson) comunicou sua decisão de se tornar chinês e abrir mão da nacionalidade brasileira.

Ousado projeto chinês

Após perceber o crescimento da Super League (Campeonato Chinês) a EA Sports tratou de fechar contrato para ter a liga no Fifa 19

Não é de hoje que ouvimos falar que a China tem investido pesado em seu campeonato nacional, de modo a torná-lo um dos mais competitivos do mundo.

Tanto é que uma das franquias mais poderosas do mundo dos games, a EA Sports, olhou para o campeonato chinês e fechou contrato para ter a Superliga da China no FIFA 19 em diante.

E agora mais do que nunca o futebol chinês quer se tornar potência a todo custo, e tem implementado um projeto ambicioso a médio e longo prazo.

O projeto da Seleção Chinesa de Futebol, comandado pelo técnico italiano Marcelo Lippi, consiste no fortalecimento de seus atletas e ligas, bem como na naturalização de jogadores que tenham talento e que atuam no campeonato local.

Apesar de Elkeson ou Ai Kesen ser o primeiro “ex-brasileiro” a se naturalizar chinês, outros nomes também estão com processos em andamento para se tornarem cidadãos chineses. São eles:

-Allan: atacante pelos lados de 30 anos teve seu auge no Brasil atuando pelo Fluminense entre 2009 e 2010 e está na China desde 2015.

O jogador atualmente está no Tianjin Tianhai, da primeira divisão chinesa.

-Aloísio (Boi Bandido): atacante de 31 anos que teve passagem marcante pelo São Paulo e que está desde 2014 na China.

O jogador que é idolatrado pelos chineses está jogando a segunda divisão chinesa pelo Guangdong Southern Tigers.

-Fernandinho: atacante pelos lados de 33 anos, bem conhecido no Brasil por atuar no Atlético-MG, São Paulo, Flamengo e Grêmio e que está na China desde 2018.

Ricardo Goulart: atacante de 28 anos e que teve seu auge no Brasil atuando pelo Cruzeiro, de onde se transferiu para o Guanghzou Evergrande, da China.

Depois disso, o jogador retornou por empréstimo ao Palmeiras no início da temporada, mas já em junho retornou à China, justamente pelo projeto de naturalização em que Goulart seria o próximo da fila.

Projeto chinês é recrutar talentos mundo à fora

Além dos brasileiros, a seleção chinesa também está de olho em atletas de outras nacionalidades, como por exemplo o meio-campo Nico Yennaris, que nasceu na Inglaterra, com passagem pelo Arsenal, e apesar de ter chegado em 2019 à China, e o meio-campo de 21 anos John Hou Saeter, que atua pelo Beijing Guoan desde 2019 e já chegou a atuar pelas seleções de base da Noruega

Vale ressaltar que ambos tem descendentes chineses, o que facilitou o processo de naturalização e renúncia da antiga nacionalidade.

Outros nomes que estão com o processo de naturalização em andamento são:

-O zagueiro Tyias Browning, que nasceu na Inglaterra e jogava pelo Everton (ING) antes de se transferir para o Guanghzou Evergrande em 2019.

-Roberto Siucho: atacante peruano de 22 anos e que se transferiu para o futebol chinês em 2019.

-Pedro Delgado: meio-campista português de 22 anos que chegou à China em 2018, vindo do Sporting de Lisboa B.

Patriotismo como pré-requisito

Vale lembrar ainda que esse processo de captação de jogadores para fortalecimento da seleção da China passa pela influência do maior clube chinês da atualidade, o Guanghzou Evergrande.

Além disso, algo essencial na China é o patriotismo, que está incluso no pacote da naturalização.

Segundo informações do The New York Times, os novos chineses terão de cumprir uma série de obrigações que todos os cidadãos chineses estão submetidos.

“Em março, a Associação Chinesa de Futebol emitiu um guia completo para os clubes, que incluía ordens para que os clubes ensinassem os valores patrióticos aos estrangeiros e transmitissem a eles as regras do Partido Comunista. As equipes também foram ordenadas a produzir relatórios mensais com os pensamentos dos atletas e seus desempenhos em campo”, afirma o The New York Times

O jornal acrescenta ainda que os atletas naturalizados chineses terão que saber cantar o hino nacional da China antes de qualquer partida do campeonato local ou da seleção.

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