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O sucesso dos estrangeiros no Brasil

O futebol brasileiro tem passado por um profundo momento de transformação com o recente sucesso dos estrangeiros no país.

Antes considerado um espaço fechado, principalmente para treinadores de fora do país, agora o Brasil é um dos mercados da moda.

Já a alguns anos o país tem passado por significativas mudanças em seu modelo de futebol, com treinadores como Tite e Rogério Ceni, que fizeram escola na Europa, ganhando terreno.

No entanto, o grande divisor de águas para a aceitação de treinadores estrangeiros parece ter sido 2019, com destaque para Jorge Jesus.

Jorge Jesus como expoente do “estrangeirismo”

Em apenas um ano no Brasil, Mister comprovou a nova tendência: sucesso dos estrangeiros no país é o novo normal

Em 2019, dois treinadores estrangeiros roubaram a cena e fizeram muito sucesso por aqui: Jorge Jesus (português) e Jorge Sampaoli (argentino).

No caso de Sampaoli, o técnico chegou ao Santos no início do ano e comandou uma equipe sem grandes contratações, conseguindo o vice-campeonato do Brasileirão.

Jorge Jesus, chegou ao Flamengo sob muita desconfiança, principalmente em questão de adaptação, e sofreu duras críticas da imprensa brasileira.

Mas em poucas partidas à frente do time rubro-negro o técnico já mudou a cara do time e levou o Flamengo ao título do Brasileirão e da Libertadores.

Em apenas um ano de clube, o treinador ficou no comando técnico em 47 partidas, com um aproveitamento médio de 2,38 pontos por partida e apenas 4 derrotas.

Entretanto, o que mais impressiona é que o treinador venceu incríveis 5 títulos durante um ano de clube, sendo o Brasileirão 2019, Libertadores 2019, Recopa do Brasil e Recopa Sul-Americana 2020 e o Campeonato Carioca 2020.

Além disso, o estilo ofensivo de jogo do Mister, que enfiou 5×0 no Grêmio de Renato Gaúcho, até então treinador sensação do futebol brasileiro, fez com que o português obtivesse ainda mais sucesso.

Só que mais do que apenas revolucionar o futebol brasileiro, calando os críticos e sendo amado por rubro-negros e até por rivais, Jorge Jesus elevou também o nível de exigência dos treinadores no Brasil.

Tanto que o Internacional buscou Eduardo Coudet, Santos perdeu o Sampaoli para o Atlético-MG e buscou o português Jesualdo Ferreira.

Já o Flamengo acabou de perder o Mister para o Benfica, mas já olha pro cenário internacional, sem nem cogitar opções nacionais.

Sucesso dos estrangeiros também entre os jogadores

Após Pablo Marí ser sensação, agora os holofotes estão voltados para o japonês Keisuke Honda

Além do sucesso dos treinadores estrangeiros no Brasil, os jogadores de outras nacionalidades estão fazendo sucesso por aqui.

Além disso, tem ocorrido um movimento de “europezação” do futebol nacional.

Isso vai da mentalidade de treinadores e atletas, que estrangeiros ou brasileiros tem experiências na Europa e em outros continentes, facilitando também a chegada de talentos de todas as partes do mundo.

Do time titular do Flamengo no ano passado, apenas Rodrigo Caio e Willian Arão não atuaram em clubes estrangeiros.

Contudo, Rodrigo Caio possui nacionalidade italiana e tem passagens pela seleção brasileira.

Além disso, outras equipes tem seguido a mesma lógica, de importar jogadores que já atuaram na Europa e em outros continentes.

No caso do Botafogo, apenas para essa temporada chegaram dois gringos: Keisuke Honda (Japão) e Salamon Kalou (Costa do Marfim).

Já o São Paulo trouxe o brasileiro, mas multicampeão na Europa, Daniel Alves, além do espanhol Juanfran.

Além deles, Palmeiras, Grêmio, Corinthians, Atlético Mineiro, Internacional, Athletico Paranaense, entre outros clubes também repatriaram jogadores vindos direto da Europa.

Nesse sentido, fica claro que o sucesso dos estrangeiros no Brasil é cada vez mais real, e que devemos nos acostumar com a invasão gringa no país.

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