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Por que os técnicos brasileiros não dão certo?

Você se lembra dos últimos técnicos brasileiros que foram unanimidade por anos?

Ampliando um pouco esse pensamento, qual o último treinador brasileiro a vingar na Europa?

Luxemburgo no Real Madrid? Oswaldo de Oliveira no Kashima Antlers? Felipão no Guangzhou Evergrande? Abel Braga no Al-Jazira?

Um dos mais promissores treinadores brasileiros até uns anos atrás, Tite já caiu no esquecimento e está na Seleção Brasileira sob críticas.

Isso porque sua Titebilidade pareceu ter prazo de validade, com suas ideias sendo rapidamente ultrapassados em um mercado em constante mudança.

Exemplos que dão certo pelo mundo

Simeone é símbolo de estabilidade no Atlético de Madrid

Para não começarmos muito distantes de nossa realidade, vamos olhar para os treinadores argentinos.

Com uma escola de treinadores de muita qualidade, a Argentina tem exportado muitos talentos ultimamente.

O maior expoente dessa escola é Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid desde 2011 e que transformou os colchoneros em uma das mais respeitadas equipes da atualidade.

Além dele temos também Maurício Pochettino, que elevou o patamar do Tottenham Hotspurs, se tornando um treinador de topo.

Trabalhando no Brasil, temos também Jorge Sampaoli, Marcelo Gallardo, José Pekerman e outros tantos nomes espalhados pelo mundo.

Diferentes escolas na Europa

Português Jorge Jesus mostrou que é possível se reinventar, independentemente de idade

De Portugal o Brasil tem o maior exemplo de que os treinadores podem se inventar e se reinventar.

Isso porque Jorge Jesus chegou ao país com 65 anos de idade e saiu com as conquistas do Brasileirão, Libertadores, Recopa do Brasil e Recopa Sul-Americana, colocando o Flamengo em outro patamar.

Além dele temos Nuno Espírito Santo no Wolverhampton, José Mourinho, que já ganhou tudo na vida, entre outros.

Outra escola que merece atenção é a alemã. Isso porque a renovação é evidente por lá.

Com uma geração vitoriosa passando por Joachim Löw, Jürgen Klinsmann e chegando a Jurgen Klopp e Thomas Tuchel, a Alemanha mostrou que pode sempre mais.

Maior expoente disso é Hans-Dieter Flick, atual campeão da Bundesliga e da Champions League.

Flick teve uma boa escola até chegar aos títulos da Bundesliga e Champions League (Photo by Alexander Hassenstein/Getty Images,)

O treinador foi auxiliar de Joachim Löw de 2006-2014, depois auxiliar no Bayern de Munique até 2019, quando assumiu o time e o transformou em um dos melhores do mundo.

Mas o mais surpreendente da escola alemã de técnicos vem de outro nome: Julian Nagelsmann, de apenas 33 anos.

Julian Nagelsmann é um dos promissores treinadores alemães

Atualmente treinador do RB Leipzig, o treinador surgiu para o futebol no Hoffenheim com apenas 28 anos e mostrando muito talento.

Apesar de ainda não ter títulos em sua prateleira, Nagelsmann foi 3º lugar na última Bundesliga e promete ser um dos melhores treinadores da geração.

Contudo, poderíamos citar diversas outras nacionalidades que tem como cultura revelarem bons treinadores para o mundo.

Mas e o país do futebol, porque tem dificuldade em consagrar seus técnicos?

Técnicos brasileiros em apuros

Renato Gaúcho é autalmente o retrato dos técnicos brasileiros: insistentes em uma fórmula e fechados às mudanças

Apesar de alguns técnicos brasileiros se dizerem os melhores em suas funções, as coisas não são bem assim!

Isso foi mostrado pela última temporada, em que Jorge Jesus (Portugal) e Jorge Sampaoli (Argentina) revelaram a vulnerabilidade dos treinadores brasileiros.

Contudo, é preciso questionar os motivos dos treinadores não darem certo no Brasil.

Bem, o primeiro deles é óbvio: a constante troca de treinadores.

Se um técnico não tem sequência, como ele vai desempenhar um bom trabalho?

Basta ver os lendários treinadores da história do futebol como Alex Ferguson que percebemos que o sucesso pode estar na estabilidade.

Contudo, essa não é a única razão!

Outro possível motivo é a falta de uma escola de formação de técnicos.

Ainda que a CBF realize cursos de treinadores, está claro que eles não são efetivos.

Uma terceira provável causa para o “fracasso” dos técnicos brasileiros é a insistência em modelos antigos de futebol.

Com isso o que ocorre é uma troca de figurinhas, mas sem troca de mentalidades.

Aí quando se tem tempo de trabalho e possibilidade de fazer história, o treinador é cabeça dura e não aceita melhorar ou mudar.

Maior expoente disso é Renato Gaúcho, campeão da Libertadores em 2017 e que parou no tempo.

Mesmo ganhando títulos, está claro que o treinador vive de copas, fazendo com que o Grêmio sequer lute por títulos.

Ou a mentalidade de dirigentes e técnicos brasileiros muda, ou veremos cada vez mais gringos dominando o nosso futebol.

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