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A carreira de Sadio Mané

Com 28 anos de idade, o senegalês Sadio Mané é uma verdadeira sensação no futebol europeu.

Atualmente jogador do Liverpool, Mané joga como ponta-esquerda e dá dor de cabeça em qualquer zagueiro.

De acordo com o Transfermarkt, o atleta está avaliado em 120 milhões de euros.

Isso coloca o jogador como 4º jogador mais caro do mundo, ao lado de Salah, Kane e De Bruyne.

Além disso, o jogador foi considerado o melhor jogador africano em 2019, desbancando Salah, Mahrez, entre outros talentos.

Ascensão meteórica

Após breve passagem pelo Red Bull Salzburg, foi no Southampton que a Premier League conheceu Sadio Mané

Apesar de ser senegalês, Mané se tornou futebolista profissional na França, em 2011, onde atuou pelo Metz até agosto de 2012.

Ainda em 2012, o atleta foi comprado pelo Red Bull Salzburg por 4 milhões de euros, e atuou por lá até 2014, quando rumou para a Inglaterra.

Comprado por 23 milhões de euros junto pelo Southampton, o atacante rapidamente se destacou por sua velocidade e dribles desconcertantes.

Com isso, não demorou muito para que o Liverpool comprasse o jogador em 2016 por 41,2 milhões de euros.

Já no Liverpool, Mané se tornou uma peça chave de um esquema de Jurgen Klopp, sendo parte do processo de montagem de elenco do alemão.

Se atualmente os Reds são campeões da Premier League, Sadio Mané tem grande importância.

Isso porque em 172 jogos são 81 gols e 34 assistências, dando consistência ao ataque do Liverpool.

Além disso, o Liverpool também fez muito bem para o senegalês que já ganhou Premier League, Champions e Mundial com os Reds.

Contudo, ainda que seu desempenho o torne um jogador interessante, sua história de vida é ainda melhor.

Origens de Sadio Mané

Aos 15 anos Mané saiu de casa em busca de ser jogador profissional, e encontrou no Metz (FRA) sua primeira chance

Nascido em Sedhiou, uma região pobre de Senegal, Mané abandonou seu povoado rumo a um sonho: ser jogador de futebol!

Para isso teve que conviver com uma infância pobre e com muita luta até ir para a capital e realizar alguns testes.

E uma de suas várias entrevistas emocionantes, Mané falou sobre como foi o início de sua carreira, quando foi perguntado pelo treinador de uma equipe que foi fazer testes:

Ele me perguntou ‘você está aqui para o teste?’ Eu disse que estava. Ele me perguntou, ‘com essas chuteiras? Olhe para elas. Como você pode jogar com isso? ‘. Elas eram ruins, muito ruins – rasgadas e velhas. Então ele disse, ‘e com esse calção? Você nem tem calções de futebol adequados?

Contudo, depois de ver seu talento, o treinador o acolheu na equipe e ali o sonho começou a se tornar realidade, mesmo com ressalvas da família, que tinha outros planos para Mané.

Quando viram que na minha cabeça e no meu coração só havia futebol, comecei a convencê-los a deixarem-me ir a Dakar. No começo eles não aceitaram, mas quanto mais eles viram o quanto eu queria e que não havia mais nada para mim, eles me ajudaram”.

Percebendo que tinha uma estrela em sua equipe, o treinador entrou em contato com o Metz, onde Mané surgiu para o futebol europeu.

Oportunidade de ouro que foi aproveitada

No entanto, o jogador ainda teve que passar por poucas e boas até chegar ao profissional e ser vendido ao Red Bull Salzburg.

Pelo Metz foram 23 partidas com 2 gols marcados e 1 assistência.

Já no Red Bull Salzburg, o atleta jogou 87 partidas, fez 45 gols e deu 32 assistências.

Depois disso o senegalês rumou para Southampton, onde jogou 75 vezes, marcou 25 gols e distribuiu 14 assistências.

Após boa passagem pela equipe do sul de Londres, Mané foi vendido para o Liverpool de Jurgen Klopp.

Atualmente o senegalês é peça chave na equipe e ídolo dos Reds.

Solidariedade e pés no chão de Mané

Sadio Mané destina grande parte de seus salários a investimentos no povoado em que nasceu no Senegal

Diferentemente do que acontece com muitos jogadores de futebol pelo mundo, Mané guarda consigo a sua essência humilde e de onde veio.

E é a partir dessa essência que surge o ser humano incrível que é Sadio Mané.

Isso porque parte de seu salário é destinado à sua terra, com relatos de que doa 70 euros por mês para cada habitante de seu povoado.

Além disso, Mané já construiu escolas, hospitais e estádios no Senegal, bem como fornece roupas e alimentos para as pessoas em situação de pobreza.

Tanta simplicidade foi resumida em uma entrevista dada pelo jogador sobre não se importar com dinheiro:

Para quê e por que eu quero 10 Ferraris, 20 relógios de diamantes ou 2 aviões? O que eles farão por mim e pelo mundo? Passei fome, trabalhei no campo, sobrevivi à guerras, joguei futebol descalço, não tinha educação e muitas outras coisas, mas hoje com o que ganho graças ao futebol, posso ajudar o meu povo!

Foco total no futebol

Outro caso que chamou a atenção da imprensa mundial foi uma foto que Mané estava chegando a uma partida com a tela de seu celular quebrada.

Apesar de receber milhões de euros por ano, Mané prefere manter sua essência

Questionado sobre isso, respondeu que não se liga muito em tecnologias e só quer jogar futebol e ajudar seu povo.

Há todo esse dinheiro, a cobertura midiática. Não quero saber disso, falando sério. Claro que faço parte desse ambiente, mas sou um pouco desconfiado. Mantenho distância, evito as redes sociais e volto à minha aldeia com a maior frequência possível para manter os pés no chão. Não gosto de ser visto. Sou uma pessoa discreta que queria ser um jogador de futebol, não uma estrela!

Por fim, Mané se lembra de ter tido dificuldades com a educação e saúde em sua infância.

Com isso, seus principais investimentos em Sedhiou são nesses setores, onde prova ser um ser humano e jogador incrível!

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