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Tragédias aéreas que mudaram o futebol

Nem só de alegrias vive o futebol! Exemplo disso são três tragédias aéreas que ainda doem no coração de milhões de apaixonados pelo esporte.

Todos esses eventos negativos na história do futebol possuem um fator em comum: acidentes aéreos que dizimaram equipes completas.

Tragédia de Superga

A primeira grande tragédia do futebol mundial ocorreu em 4 de maio de 1949, com a equipe do Torino (ITA).

Considerado o melhor futebol do mundo à época, o Torino estava voltando de Lisboa após disputar um amistoso contra o Benfica (POR).

No entanto, o avião se chocou contra uma das torres da Basílica de Superga e vitimou todos os passageiros.

Dentre eles estava a delegação completa do Torino, dizimando um dos melhores elencos da história do futebol italiano.

Isso porque o Grande Torino vinha de 5 títulos italianos consecutivos e era a base da seleção italiana, chegando a ter 10 convocados.

Contudo, após o acidente, a equipe precisou terminar o campeonato italiano com os juvenis, ganhando o título naquele ano, mas acabando com uma era.

Após o evento, o Torino só voltou a vencer o campeonato italiano em 1976, e hoje em dia é uma equipe mediana na Itália.

Desastre aéreo de Munique

Os fins das décadas de 40 e 50 foram bem difíceis para o futebol mundial, com duas tragédias aéreas que abalaram o mundo da bola.

Isso porque 9 meses depois do acidente ocorrido com a equipe do Torino, outra tragédia ocorreu no futebol mundial.

Dessa vez foi o desastre aéreo de Munique, ocorrido em 6 de fevereiro de 1958.

Após voltar de partida contra o Estrela Vermelha, o avião que levava a equipe do Manchester United parou em Munique para reabastecer.

No entanto, à época a cidade estava coberta de neve, o que foi determinado como a causa do acidente, já que o avião caiu após tempestade de neve, tentando decolar por três vezes no Aeroporto de Munique, mas não conseguindo.

Até hoje há algumas questões não resolvidas no acidente, com uma briga entre os governos da Inglaterra e da Alemanha sobre a real causa da tragédia.

Contudo, independente da causa, o fato foi que 23 pessoas morreram, sendo 8 jogadores do Manchester United, mas 21 passageiros sobreviveram.

Dentre eles a lenda Bobby Charlton, que após 3 meses se recuperando voltou aos gramados e conquistou títulos por Manchester United e Inglaterra.

Além disso, em 1966 o jogador recebeu a Bola de Ouro da Football France, sendo considerado o melhor do mundo à época.

Tragédia aérea da Chapecoense

Maior dentre as tragédias aéreas do futebol mundial, o acidente da Chapecoense foi também o mais recente da história, ocorrido em 28 de novembro de 2016.

Isso porque a queda do avião na Colômbia matou 71 pessoas entre jogadores, comissão técnica e jornalistas.

À época a Chapecoense vivia o maior momento de sua história, chegando à final da Copa Sul-Americana pela primeira vez.

Contudo, indo em direção a Medelín, local do primeiro jogo da final contra o Atlético Medelín, o avião caiu e matou quase todos os passageiros.

Dentre os jogadores, os únicos sobreviventes foram Neto, Alan Ruschel e Jackson Follman.

Desses, apenas Neto e Alan Ruschel voltaram a jogar futebol, sendo que apenas Ruschel ainda atua no futebol profissional, justamente pela Chapecoense.

No entanto, todo o restante da equipe faleceu na maior tragédia aérea do futebol mundial.

Com isso, a equipe precisa se reinventar e contou com a ajuda de alguns clubes que emprestaram jogadores para continuar disputando em alto nível.

Mas no ano de 2019, já sem os jogadores emprestados e com seu elenco montado sob dificuldades, a equipe sofreu sua primeira queda na história, para a Série B do Brasileirão.

Já em 2020, uma equipe busca se redescobrir e voltar à Série A, fazendo até agora uma campanha destacada na Série B.

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